Presos de Guarapuava ajudam a reconstruir escolas destruídas por tornado em Rio Bonito do Iguaçu
Ao todo, 14 detentos – dez de Guarapuava e quatro de Laranjeiras do Sul – estão atuando na limpeza e remoção de entulhos das unidades escolares destruídas
10/11/2025
Detentos cumprem pena em regime semiaberto e foram selecionados por bom comportamento e baixa periculosidadeDetentos da Penitenciária Estadual de Guarapuava e da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul começaram, nesta semana, a participar da reconstrução de escolas e da Apae de Rio Bonito do Iguaçu, cidade do Centro-Sul do Paraná atingida por um tornado no fim de outubro. A iniciativa faz parte do programa Mãos Amigas, do governo estadual, que utiliza mão de obra carcerária em ações de manutenção e reparo de prédios públicos.
Ao todo, 14 presos – dez de Guarapuava e quatro de Laranjeiras do Sul – estão trabalhando na limpeza e remoção de entulhos das unidades escolares destruídas. Eles são do regime semiaberto, têm bom comportamento e cumprem penas por crimes de baixa periculosidade, e a meta é chegar a 30 detentos.
O grupo atua sob acompanhamento de monitores da Polícia Penal. Nesta terça (11), outros 16 presos da regional de Cascavel devem se somar à força-tarefa, divididos em equipes supervisionadas por agentes.
O trabalho começou pelo Colégio Estadual Ludovica Safraider, o mais afetado pelo tornado. O ginásio do colégio foi totalmente destruído e precisará ser reconstruído. Engenheiros do Fundepar e técnicos do Núcleo Regional de Educação realizam o levantamento técnico dos danos para a contratação emergencial das obras.
O governo do estado também liberou R$ 50 mil ao Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos e R$ 25 mil ao Ludovica Safraider por meio do Fundo Rotativo – verba de uso direto pelas escolas para reparos e ações emergenciais.
Criado para promover a reinserção social de pessoas privadas de liberdade, o programa Mãos Amigas oferece remição de pena: a cada três dias trabalhados, o preso reduz um dia de sua condenação.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o Paraná é pioneiro no uso de trabalho prisional em escolas estaduais. Somente em 2025, mais de 2 mil serviços foram realizados em 427 unidades da rede.
Em Guarapuava, o projeto tem se destacado pela adesão e pelos resultados. A cidade abriga uma das principais unidades do sistema prisional do estado e se tornou referência na execução do programa. “É uma oportunidade de recomeço, de mostrar que ainda podemos contribuir”, afirmou um dos detentos, que preferiu não ser identificado.
A tragédia em Rio Bonito do Iguaçu deixou centenas de desabrigados e danificou dezenas de prédios públicos. Para moradores, a chegada dos presos de Guarapuava simboliza mais do que ajuda emergencial: é também um gesto de solidariedade vindo de quem busca reconstruir a própria vida.
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