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Polícia alerta para boletos falsos da Sanepar em Guarapuava

Golpistas usam QR Codes adulterados para desviar pagamentos de contas de água; fraudes já estão sob investigação

22/09/2025

A Polícia Civil do Paraná divulgou, nesta segunda-feira (22), um alerta sobre um golpe em andamento em Guarapuava e municípios vizinhos envolvendo boletos falsos de cobrança de água emitidos em nome da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná).

Segundo a 14ª Subdivisão Policial, criminosos estão distribuindo os documentos diretamente em caixas de correio, reproduzindo com fidelidade logotipos e layout da concessionária. A fraude ocorre no momento do pagamento: o QR Code é adulterado e redireciona o valor a contas de terceiros ligadas aos golpistas.

O consumidor, acreditando estar em dia com a fatura, acaba inadimplente perante a Sanepar, correndo o risco de ter o fornecimento de água suspenso.

Casos de adulteração de boletos e fraudes via PIX têm crescido no Paraná. Dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) indicam que esse tipo de golpe se sofisticou nos últimos anos, com criminosos se aproveitando da familiaridade dos usuários com pagamentos digitais.

Para a polícia, a dificuldade está em rastrear os destinatários finais das transferências, já que os valores costumam passar por contas de laranjas ou empresas de fachada antes de serem pulverizados. “Estamos apurando os registros e buscando identificar os responsáveis”, afirmou o delegado Ramon Galvão Zeferino, que coordena as investigações em Guarapuava.

Como se proteger

As autoridades orientam a população a redobrar a atenção com faturas recebidas fora dos canais habituais. Recomenda-se que a segunda via das contas seja emitida diretamente no site ou no aplicativo da Sanepar, e que o pagador sempre confira o nome do beneficiário antes de concluir transferências via PIX ou QR Code.

Outra medida de cautela é evitar escanear códigos impressos em documentos recebidos fisicamente sem checar sua autenticidade.

Caso seja vítima

Quem já caiu no golpe deve registrar boletim de ocorrência – presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica –, além de notificar o banco e a própria Sanepar. Comprovantes de pagamento e dados da transação, como chave PIX e nome do beneficiário, são fundamentais para tentar reaver os valores.

A Polícia Civil reforça que denúncias ajudam a mapear a atuação das quadrilhas e a prevenir novos casos.

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