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Paraná alcança o menor índice de crianças sem certidão de nascimento e lidera ranking nacional

Estado registra apenas 0,12% de sub-registro de nascimentos, o menor percentual do país, e ajuda Brasil a atingir marco histórico com índice nacional abaixo de 1%

16/06/2026

O Paraná alcançou o menor índice de sub-registro de nascimentos do Brasil e se tornou referência nacional na garantia do direito à identidade e ao acesso à cidadania desde os primeiros dias de vida. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que apenas 0,12% dos nascimentos ocorridos no Estado em 2024 não tiveram registro realizado dentro do prazo legal, o menor percentual entre todas as unidades da Federação.

O resultado coloca o Paraná à frente do Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%), consolidando o Estado como líder nacional em um dos principais indicadores de documentação civil do país. O resultado marca a consolidação do avanço da cidadania no Estado. Falar sobre a evolução dos dados do Paraná nos últimos anos.

O desempenho paranaense contribuiu diretamente para que o Brasil atingisse um marco histórico. Pela primeira vez desde o início da série estatística, em 2015, o índice nacional de sub-registro ficou abaixo de 1%, alcançando 0,95% em 2024. Há pouco mais de uma década, esse percentual superava 4%, evidenciando os avanços promovidos pelos Cartórios de Registro Civil em conjunto com maternidades e órgãos públicos na ampliação do acesso à documentação básica.

O registro de nascimento é considerado o primeiro ato de cidadania de uma pessoa. É por meio dele que o cidadão passa a existir oficialmente perante o Estado, podendo acessar serviços de saúde, matrícula escolar, programas sociais, emissão de documentos e diversos outros direitos fundamentais.

No Paraná, os resultados refletem o fortalecimento contínuo da rede de Registro Civil, especialmente por meio das unidades interligadas instaladas em maternidades, que permitem aos pais registrar os recém-nascidos ainda durante a internação hospitalar. O modelo reduz deslocamentos, simplifica procedimentos e garante que milhares de crianças deixem a maternidade já com sua certidão de nascimento emitida.

Segundo o levantamento do IBGE, o Paraná registrou 131.189 nascidos vivos em 2024. A taxa de 0,12% representa uma estimativa de apenas 155 crianças sem registro dentro do prazo legal. Além disso, 332 municípios paranaenses não apresentaram qualquer estimativa de sub-registro no período, demonstrando a capilaridade e a eficiência da estrutura registral presente em todo o Estado.

Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Paraná (Arpen/PR), os números demonstram o compromisso permanente dos registradores civis com a universalização do acesso à documentação e com a promoção da cidadania.

"Alcançar o menor índice de sub-registro do Brasil é resultado de um trabalho construído diariamente pelos registradores civis paranaenses em parceria com maternidades, hospitais e órgãos públicos. Cada criança registrada representa um cidadão com identidade reconhecida e acesso garantido aos seus direitos fundamentais. É um resultado que orgulha o Paraná e demonstra a importância de uma rede de Registro Civil presente e acessível em todos os municípios do Estado", afirma Cesar Augusto Machado de Mello, presidente da Arpen/PR.

O desempenho alcançado coloca o Paraná como exemplo nacional de eficiência na documentação da população e de combate ao sub-registro de nascimentos.

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