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OPERAÇÃO CWB

Márcio Carneiro afirma que nenhum vereador ou a Câmara têm culpa pela prisão de assessor legislativo

Rafael Silveira é suspeito de tráfico de drogas. Defesa alega inocência e pediu "habeas corpus"

Quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Márcio Carneiro tendo que se explicar pela ação de seu assessor. Apesar de entender que o suspeito tem direito à ampla defesa, vereador disse que pediu exoneração do assessor do cargo que exercia na Câmara Municipal, decisão que será mantida até o desfecho do caso

O vereador Márcio Carneiro, de Guarapuava, vai fazer um pronunciamento na Câmara Municipal na próxima segunda-feira em sua defesa e do Legislativo, diante da repercussão da prisão do assessor Rafael Silveira, que está recolhido na 14ª Subdivisão Policial sob a suspeita de envolvimento em tráfico de entorpecentes.

Márcio Carneiro esclareceu que nenhum vereador, “muito menos a Câmara Municipal como um todo”, tem qualquer relação com a prisão. “Em nenhum momento houve qualquer tipo de busca e apreensão dentro da Câmara ou na casa de qualquer vereador”, disse ele. “Houve uma operação policial envolvendo a pessoa física de um assessor, na casa dessa pessoa, sob responsabilidade particular desta pessoa”, acrescentou.

O vereador se disse surpreso com a prisão, pois, até então, segundo ele, nada de errado ocorreu durante o período em que Rafael Silveira prestava serviço na Câmara Municipal. “Eu e nenhum outro chefe, seja de órgão público ou empresa particular, ficam sabendo o que seu funcionário faz fora do expediente. Se uma pessoa é presa, não significa que seu irmão, pai ou mãe tenham responsabilidade. Cada um responde individualmente por seus atos”, salientou.

Apesar de um existir um pedido de “habeas corpus” em favor de Rafael Silveira, a defesa entendendo que a participação de seu cliente não configura crime de tráfico, o vereador Márcio Carneiro antecipou que assim mesmo está pedindo a exoneração de seu assessor para “preservar a imagem da Câmara Municipal”.

Márcio Carneiro disse que não lhe cabe julgar se o assessor é culpado ou inocente, considerando que há uma operação policial em andamento e que o julgamento final é de competência do Poder Judiciário. “Seria uma incoerência da minha parte, como legislador, que cria e defende as leis, emitir um juízo de valor sem a conclusão das autoridades policiais e judiciais. Isto também vale para qualquer suspeito ou réu, que tem o legítimo direito de provar sua inocência”, asseverou.

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