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Guarapuava exibe documentário sobre saúde mental e reforça modelo de cuidado em liberdade

Produção relembra a transição do atendimento psiquiátrico tradicional para a rede comunitária

18/05/2026

No dia em que o país marcou o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, Prefeitura de Guarapuava exibiu um documentário que revisita a transformação do atendimento em saúde mental no município e defende o modelo de cuidado em liberdade. A produção “Onde o cuidado reconstrói histórias: a luta pela saúde mental em Guarapuava” estreou nesta segunda-feira (18), no Teatro Marina Karam Primak, reunindo profissionais da rede pública, usuários dos serviços e autoridades municipais.

O filme retrata a trajetória da saúde mental em Guarapuava a partir de relatos de pacientes e trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A narrativa recupera memórias do antigo Hospital Santa Teresa, do Programa de Saúde Mental (PROSAM) e da implantação do CAPS II, em um percurso que acompanha a substituição do modelo hospitalocêntrico por atendimentos comunitários e humanizados.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Guto Klosowski, o documentário busca registrar a evolução da política pública no município e o impacto do serviço na vida dos usuários. “Esse documentário traz um pouco do resgate de como o serviço foi implantado no município, de como o paciente se enxerga dentro desse atendimento e também de como os servidores prestam esse serviço para toda a comunidade”, afirmou.

A coordenadora do CAPS II, Silmara de Paula da Cruz, destacou que o atendimento em saúde mental exige acompanhamento contínuo e acolhimento das famílias. “Hoje, o CAPS atua no cuidado em liberdade em Guarapuava”, disse.

Produzido pelas acadêmicas Helena de Julio e Mariana Huller, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Centro-Oeste, o documentário foi desenvolvido na disciplina de Webjornalismo, sob orientação da professora Renata Caleffi. A proposta integra uma produção multimídia voltada à documentação histórica das políticas públicas de saúde mental no município.

Criado em meio às discussões sobre a Reforma Psiquiátrica no Brasil, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial defende a substituição de internações prolongadas por políticas de reinserção social e tratamento comunitário. Em Guarapuava, a exibição do documentário foi usada pela gestão municipal para reforçar a trajetória de consolidação da rede pública de atendimento psicossocial.

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