SAFRA DE VERÃO

Feijão é o mais afetado pela seca prolongada na Região de Guarapuava

Soja e milho estão sendo compensados pelo preço alto

Segunda-feira, 17 de maio de 2021

O técnico Dirlei Antônio Manfio, do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura (Deral/Seab), e o agrônomo Anton Gora fazem uma análise sobre a safra de verão que está se encerrando na Região de Guarapuava, em conversa com o jornalista Paulo Esteche.

O efeito La Niña, com estiagem prolongada durante todo o período, produziu perdas significativas no feijão, principalmente o da segunda safra, atingindo também a soja e o milho.

O cômputo é nos 10 municípios do Terceiro Planalto atendidos pelo Deral/Seab, que aguarda o fechamento completo da safra para publicar os números definitivos.

SOJA, MILHO E FEIJÃO

Estima-se que a soja teve redução de 8% em relação ao esperado, o milho da primeira safra 10%, chegando a 30% na segunda. O feijão da primeira safra caiu 13% e pode fechar entre 35% e 40% na segunda.

O município de Prudentópolis, tradicional no cultivo do feijão preto, foi um dos que mais sofreu a estiagem. Enquanto alguns municípios do Paraná Central mais a Oeste tiveram leves precipitações pluviométricas, em Prudentópolis foi quase nada.

Apesar da queda da produção na soja, que pode chegar de 160 a 145 sacas por alqueire, os técnicos avaliam que o preço elevado do produto (entre R$ 160,00 e R$ 170,00 a saca) acaba compensando parte das perdas.

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