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Dragagem no Canal de Paranaguá mira segurança operacional e fluxo de exportações

Obra deve seguir até junho e ocorre após movimentação histórica de 73,5 milhões de toneladas nos portos paranaenses

18/05/2026

A Portos do Paraná iniciou a campanha de dragagem de manutenção do Canal de Paranaguá com o objetivo de garantir a operação contínua do principal corredor marítimo do Estado e preservar a capacidade de movimentação de cargas. A intervenção deve seguir até o fim de junho.

A operação ocorre em um momento de expansão da atividade portuária. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas, desempenho considerado histórico pela empresa pública. Ao longo do ano, 2.892 navios acessaram os terminais por meio do canal de entrada.

A manutenção é executada pela draga Vox Amália, da empresa holandesa Van Oord, que atua 24 horas por dia na retirada de sedimentos acumulados no fundo do canal. O trecho atendido vai da entrada do Canal de Paranaguá até a bacia de evolução de Antonina.

Segundo a coordenadora de Engenharia Marítima da Portos do Paraná, Julia Teresa Bruch, a dragagem é necessária para manter o calado operacional de 13,3 metros e evitar restrições à navegação de embarcações de grande porte.

Antes da retirada dos sedimentos, a autoridade portuária realiza a batimetria – procedimento que mede a profundidade e mapeia o relevo submerso do canal. O levantamento define o volume de material a ser removido em cada área.

A Vox Amália, classificada como draga do tipo Hopper, tem capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos por ciclo. De acordo com o coordenador de Infraestrutura e Acostagem da Portos do Paraná, Jonathan Evangelista Ferreira, o material retirado é despejado posteriormente em área considerada ambientalmente segura.

A campanha é conduzida pelo Consórcio Itiberê Dragagem e segue as exigências da chamada janela ambiental, conjunto de regras que delimita períodos e condições para intervenções no canal sem impacto relevante ao ecossistema costeiro.

A manutenção periódica do canal é considerada estratégica para evitar gargalos logísticos e sustentar o fluxo de exportações agrícolas e importações industriais que passam pelos terminais de Porto de Paranaguá.

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