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Disputa por terra em Guarapuava envolve denúncia de invasão, ameaças e arma carregada

Ocupação no distrito do Guará tem versões conflitantes sobre compra do terreno; PM encontrou casa em construção e mata nativa derrubada

07/10/2026
Agricultores se apresentam como proprietários e apontam que área foi invadida e mata derrubadaAgricultores se apresentam como proprietários e apontam que área foi invadida e mata derrubada

Uma disputa pela posse de uma área rural de cerca de 26 alqueires no distrito do Guará, em Guarapuava, envolve denúncia de invasão, ameaças e versões conflitantes sobre a compra do terreno.

Pessoas que se apresentam como proprietárias do Sítio União relataram que ocupantes derrubaram parte da mata, começaram a construir uma casa e usaram armas para intimidá-las.

No meio da tarde desta terça-feira (6), a Polícia Militar apreendeu uma arma artesanal calibre 12 carregada e conduziu um homem de 64 anos à delegacia.

Uma mulher de 46 anos e um homem de 40 anos disseram que a ocupação começou havia cerca de 20 dias, sem autorização. Ao procurarem os ocupantes, ouviram que o terreno havia sido comprado de um homem de 64 anos.

Suposta compra sem comprovante 

Na área, os policiais abordaram um homem de 64 anos, com quem nada de ilícito foi encontrado. Ele afirmou ter adquirido o terreno de outro homem, também de 64 anos, mediante pagamentos mensais. Não informou o preço, os valores das parcelas ou a forma de pagamento, nem apresentou comprovantes.

Localizado em outro sítio, o homem apontado como vendedor negou a negociação e afirmou que a terra era de assentamento.

Disse possuir documentação de propriedade, mas não a apresentou à equipe.

Arma carregada no veículo 

O suposto vendedor também negou as ameaças e a presença de armas.
Na busca em seu veículo, porém, a PM encontrou o armamento com uma munição intacta na câmara.

Em um barraco, foram apreendidas duas munições intactas calibre .22, dentro de uma sacola.

Entre as árvores cortadas, os policiais identificaram espécies nativas descritas como madeiras de lei.
As notificações e demais procedimentos ambientais ficaram a cargo do Batalhão de Polícia Ambiental.

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