Defesa de Bolsonaro diz que seguirá linha "verdadeira e jurídica"
Segundo o advogado, ex-presidente "não está bem de saúde"
02/09/2025
O advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, chegou nesta terça-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal prometendo o que chamou de uma “defesa verdadeira, baseada em pontos jurídicos”. O julgamento, considerado um dos mais significativos da história recente do país, deve definir o destino político e jurídico do líder da extrema direita brasileira.
Vilardi revelou que Bolsonaro gostaria de estar presente no tribunal, mas que “não está bem” de saúde, motivo pelo qual desistiu de comparecer. O advogado não detalhou quais seriam os problemas médicos do ex-presidente, que permanece em silêncio desde o início do processo.
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O STF começou a analisar o caso com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes. Além de Bolsonaro, outros sete aliados próximos estão no banco dos réus, todos acusados de conspirar para derrubar a ordem democrática após a derrota eleitoral de 2022.
Entre eles estão nomes centrais do antigo governo: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e hoje deputado federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice na chapa de 2022; e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens.
As acusações incluem crimes graves: integrar organização criminosa armada, atentar contra o Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano ao patrimônio público e deterioração de bens tombados. As penas, somadas, podem ultrapassar 40 anos de prisão.
A exceção é Ramagem, que responde apenas a parte dos crimes em razão da imunidade parlamentar.
O julgamento expõe, mais uma vez, as feridas deixadas pela turbulência política que marcou o fim do governo Bolsonaro. Para seus críticos, é um momento de acerto de contas histórico. Para apoiadores, um processo politizado que ameaça silenciar um dos principais nomes da oposição.
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