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Começo da temporada exige máxima atenção dos motoristas nas rodovias

Fluxo aumenta consideravelmente, com pontos críticos nas serras e trechos de alta velocidade

25/12/2025

A combinação de férias escolares, festas de fim de ano e início oficial da temporada de verão, marcada para este sábado (28), já começa a alterar o comportamento nas estradas do Paraná. O fluxo de veículos cresce de forma significativa, sobretudo nas saídas de Curitiba em direção ao interior do Estado e ao litoral paranaense e catarinense, colocando autoridades e motoristas em estado de atenção máxima.

O cenário se repete todos os anos, mas ganha contornos mais críticos neste período. As principais rotas que conectam Paraná e Santa Catarina – a BR-376 (Rodovia do Café, no sentido do litoral), a BR-101 (eixo estruturante do litoral sul), além das estaduais PR-412 (PR) e SC-417 (SC) – formam um corredor estratégico para turistas que buscam praias e cidades turísticas. O resultado é um tráfego intenso e, em alguns pontos, saturado.

O maior gargalo está na descida da Serra do Mar, tanto em direção ao litoral paranaense quanto ao catarinense. Ali, a mistura de pista sinuosa, grande volume de veículos e pressa típica de quem inicia as férias eleva o risco de acidentes. Outro trecho crítico é a chamada Serra Paraná–Santa Catarina, rota alternativa usada por milhares de motoristas que tentam escapar das filas do ferry-boat em Guaratuba. O desvio, porém, acaba concentrando ainda mais carros, somando-se ao fluxo de quem segue para as praias de Santa Catarina.

No interior, a região de Guarapuava também preocupa. Na Serra da Esperança, caminhões e veículos de passeio disputam o mesmo espaço em pista simples, com poucos pontos de ultrapassagem — um cenário clássico para colisões frontais.

Acidentes sobem no fim de ano

Análises históricas de órgãos de trânsito indicam que o número de acidentes tende a aumentar nas semanas que antecedem o Ano Novo. O crescimento do fluxo é um fator central, mas não o único. Excesso de velocidade, consumo de álcool e cansaço ao volante aparecem de forma recorrente entre as principais causas de ocorrências graves.

Levantamentos nacionais feitos em anos anteriores mostram que os acidentes mais severos costumam ocorrer em rodovias de pista simples e em trechos de serra, justamente onde há maior dificuldade de ultrapassagem e menor margem para erros. Também é recorrente o aumento de colisões traseiras e saídas de pista em períodos de congestionamento prolongado, quando motoristas alternam momentos de parada total com acelerações bruscas.

Álcool e velocidade: combinação perigosa

O consumo de bebida alcoólica continua sendo um dos fatores de maior risco no trânsito. Mesmo pequenas quantidades reduzem reflexos e a capacidade de tomada de decisão, efeito potencializado em viagens longas e sob calor intenso. A alta velocidade, por sua vez, amplia drasticamente a gravidade dos acidentes, especialmente em trechos de serra e rodovias sem separação física entre os sentidos.

Por isso, operações de fiscalização se intensificam. Efetivos das polícias rodoviárias estadual e federal estão posicionados ao longo das principais estradas, realizando blitz, testes de alcoolemia e ações educativas. A orientação é clara: a tolerância para infrações que colocam vidas em risco será mínima.

Dicas para quem vai pegar a estrada

  • Planeje o horário: sair de madrugada ou fora dos horários de pico pode reduzir o tempo de viagem e o estresse.
  • Revise o veículo: pneus, freios, luzes e nível de óleo fazem diferença, especialmente em trechos de serra.
  • Nada de álcool: se beber, não dirija. Combine um motorista da rodada ou use transporte alternativo.
  • Respeite os limites de velocidade: eles existem para compensar curvas, descidas íngremes e tráfego intenso.
  • Paciência nos congestionamentos: manter distância e evitar manobras arriscadas reduz colisões.
  • Descanse: fadiga é inimiga silenciosa em viagens longas.
  • Com a previsão de aumento ainda maior no movimento durante o Ano Novo, a recomendação das autoridades é simples e direta: todo cuidado é pouco. A pressa para chegar ao destino não pode se sobrepor à segurança – própria e dos outros.

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