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As alternativas da oposição em Guarapuava

Domingo, 16 de agosto de 2020

Há um espectro que rodeia as últimas eleições municipais em Guarapuava, que coloca o médico Antenor Gomes de Lima como um candidato que sempre larga na frente, vai perdendo fôlego no meio do caminho e chega desidratado na reta final. Mais uma vez, os petistas locais se veem em condições de vantagem sobre os demais pré-candidatos e acreditam, a exemplo das anteriores, que “agora é Antenor”. O perfil político-eleitoral dos oponentes chancelados pela Prefeitura e a possibilidade de partidos representativos da oposição se juntarem numa frente única, são estimulantes para Dr. Antenor e as lideranças que o cercam.

FRENTE ÚNICA

O grande debate é a formação de uma “frente única”, com potencial para aglutinar forças e sustentar a vitória do candidato. Por “frente única”, entenda-se a reunião de diferentes tendências, que identificam pontos em comum e passam a ser um único agrupamento. Por esse raciocínio, o candidato poderia ser Dr. Antenor, o advogado e economista João Nieckars ou o médico e ex-vice-prefeito Antônio Araújo, próceres do MDB guarapuavano, seguidores de Roberto Requião, da “Carta de Puebla”. Como também poderia ser a biomédica Janaína Neumann (Republicanos) ou o vereador Gilson da Ambulância (Solidariedade), como também o professor Francis (PCdoB).

O QUE É E COMO FAZER

A escolha de Antenor Gomes de Lima passa pelo filtro da “preferência popular”. Considerando-se a hipótese de que Antenor Gomes de Lima tem chances reais de vencer (é uma especulação, pois não existe nenhuma pesquisa oficial divulgada), qual a dificuldade de sacramentar a sua candidatura prévia com apoio definitivo de mais partidos? A resposta pode ser dada pelos líderes partidários, mas, a se julgar pelas informações correntes, pode-se deduzir que a dificuldade reside em conceituar o que é uma “frente ampla”. Seria a junção de mais partidos para apoiar a candidatura petista, com uma campanha estreita aos dogmas partidários, ou seria de fato uma frente onde cada partido traria algo de si e o candidato preferido seria a expressão desse bloco? De outra forma, oposicionistas entendem que os mesmos erros se repetirão, e, se for para perder, melhor cada um perder sozinho.

CAMPANHA FRANCISCANA

A menos de 30 dias do prazo final das convenções partidárias, quando os partidos escolherão a chapa de candidatos a prefeito e vereadores, a oposição tem uma dura, porém resolutiva, tarefa pela frente: identificar um candidato que vista as cores de um conjunto de forças políticas, afinado com as propostas e a realidade local. Sob seus pés, as sandálias da humildade.

Autor/Foto: Eduardo Matysiak

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