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ARÍETES

Quarta-feira, 06 de fevereiro de 2019

CHICO GUIL

Quando figuras como Reginaldo Florêncio Verneque (Dom Werneck)surgem como determinantes de situações de bastidores da política brasileira, ainda mais na esfera da presidência da República, é necessário reunir as FDP - Forças Democráticas do País (se é que isto existe!) e verificar que diabos está acontecendo!

A nação está morta no palavreado chulo desses agentes políticos, que dialogam em tramoias e planos ligeiros de possessão. Não há um vislumbre de planejamento, de estratégias de médio e longo prazo visando a evolução do país.

Não podemos desqualificar como cidadãos as pessoas mal instruídas. Elas têm todo o direito de ir e vir, de programar seu sucesso, inclusive de buscar o incremento de sua própria erudição. Mas quando indivíduos “sem noção” como Werneck passam a determinar os rumos da política, devemos atentar para o fato de que alguma coisa muito sinistra está ocorrendo com nosso país.

Já vimos os sinais desta perspectiva escura quando figuras como Kim Kataguiri, o cantor Lobão e o ator pornô Alexandre Frota  passaram a apontar os rumos da revolta, a partir do movimento Passe Livre, de 2013.

Kataguri demonstrou, desde cedo, possuir uma visão absolutamente superficial da política. Independentemente do lado que escolheu, é evidente que ele não tem condições de liderar um grupo que almeja o impeachment presidencial. Mas foi exatamente o que ele fez. As iniciativas de Kataguri não foram as únicas, nem as mais insidiosas, mas foram determinantes para o impeachment da Dilma. Como Werneck foi determinante na ascenção de Mourão à vice-presidência. Antes de emergir como cabeça da candidatura do coronel, não passava de um desses milhares de youtubers fanáticos por militarismo!

Nas situações críticas, os fracos dobram as pernas e a verdade aparece. Kataguri teve força para eleger-se deputado federal, mas foi sua fraqueza moral que levou-o a atacar bem cedo o governo que ajudou a eleger. Dias atrás apareceu em vídeo tentando destroçar Bolsonaro, como antes fazia com a Dilma. O mesmo ocorreu com Werneck, que batalhou pelo capitão, mas agora revela-se favorável a uma rebelião do coronel. As convicções desses títeres eram tão consistentes quanto as de um cachorro com hidrofobia. Ao primeiro sinal de chuva, saíram correndo e foram latir do outro lado da estrada.

Cidadãos seguros de seus conceitos políticos podem estar profundamente equivocados, mas defenderão o que pensam até as raias da humilhação. Socados e aviltados, na eleição seguinte estarão fazendo fileira com seus sectários e alianças com seus traidores. Políticos sem convicção, como Werneck e Kataguri, servem de aríete para abrir as portas do palácio. Mas de que serve um aríete depois que as portas já foram abertas?  

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